segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lei dos 3R's

Reciclar
Quando não é possível aproveitar grande parte do valor do produto podemos tentar a terceira alternativa, ou seja aproveitar a matéria-prima que o constitui, em alguns casos para fabricar produtos idênticos, por exemplo:
1. No caso do uso de sucatas de aço para produzir perfis e chapas com características similares ao do produto original.
2. o vidro é lavado em fábricas especiais, partido em pedaços e, então, derretido para fazer vidro “novo”, pronto para a fabricação de alguma outra coisa.

Dada a grande perda de trabalho e tecnologia incorporada na maioria dos produtos quando passamos da segunda para a terceira opção, importa aqui questionar-nos se os esforços necessários à implementação das duas primeiras hipóteses estão ser encarados de forma igual à actualmente dedicada à reciclagem.
Em relação à sigla dos 3Rs, só para o terceiro R existem políticas concretas, planos e incentivos. Para a implementação do princípio da redução e para o da reutilização pouco mais se tem feito do que uma vaga campanha moral, com efeitos muito reduzidos.
Sugerem-se assim medidas concretas para que a redução de resíduos deixe de ser uma atitude meramente verbalizada mas sem consequências práticas.
Quando encontramos num pacote de plástico de iogurte o símbolo com as setas apontando para um percurso circular, sugerindo um regresso ao princípio, imaginamos que os materiais que constituem a embalagem podem ser reaproveitados para fazer uma nova embalagem, idêntica à anterior.



Contudo, para isso seria necessário em primeiro lugar que o consumidor colocasse essa embalagem num recipiente de recolha reservado aos plásticos; em segundo lugar seria necessário que a empresa de reciclagem separasse este tipo de embalagem de outras, por exemplo das garrafas de refrigerantes: existem cinco tipos principais de termoplásticos que têm de ser separados para permitir uma reciclagem em boas condições técnicas. Em terceiro lugar seria necessário remover toda a sujidade.
Apesar destes cuidados, o polímero processado não serviria para fazer uma embalagem idêntica, mas sim para produzir um objecto com menores exigências, por exemplo um vaso ou um cabide. O facto do plástico reciclado não servir para fazer uma nova embalagem idêntica à anterior, significa que novas matéria-prima obtidas a partir do petróleo, ou seja polímero novo, vão ser gastas para alimentar esta indústria de produção crescente.

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