quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Zonas Costeiras em Portugal






1.Enquadramento

O suporte biofísico da Zona Costeira portuguesa

tem especificidades próprias de que são exemplos os

estuários, os sistemas lagunares, as dunas, as arribas,

as praias, o meio hídrico marinho e os sistemas

insulares. Noutros países, os mangais, os recifes, as

calotes de gelo constituem outros suportes biofísicos

de importância considerável.

Existem ocupações, usos e actividades económicas

muito importantes à escala nacional e local que se

desenvolvem na Zona Costeira e que beneficiam

dessas especificidades biofísicas. Destacam-se as

infra-estruturas portuárias e os transportes marítimos,

o turismo e as actividades balneares e de lazer, a

náutica de recreio, as pescas, a apanha, a aquacultura

e a salicultura, bem como a utilização de recursos

minerais e energéticos.

A Zona Costeira tem uma importância estratégica

em termos ambientais, económicos e sociais. A

resolução e mitigação dos seus problemas assume

essa mesma importância estratégica no âmbito de uma

política de desenvolvimento sustentável, necessitando

de ser enquadrada numa gestão integrada e

coordenada destas áreas.

2. Conceito de Zona Costeira

Tendo em consideração a utilização, de modo

indiferenciado, das designações de “litoral, costa, faixa

costeira, faixa litoral, orla costeira, zona costeira, zona

litoral, área/região costeira”, sem existência de um

consenso quanto aos limites físicos dos seus sistemas

naturais, dos sistemas socioeconómicos e do sistema

legal, o Grupo de Trabalho que elaborou as “Bases

para a Estratégia da Gestão Integrada das Zonas

Costeiras “ adoptou os seguintes conceitos:

Litoral – termo geral que descreve porções do território

que são influenciadas directa e indirectamente pela

proximidade do mar;

Zona costeira – porção de território influenciada directa

e indirectamente em termos biofísicos pelo mar (ondas,

marés, ventos, salinidade) e que pode ter para

o lado de terra largura tipicamente de ordem

quilométrica e se estende, do lado do mar, até ao limite

da plataforma continental;

Orla costeira – porção do território onde o mar exerce

directamente a sua acção, coadjuvado pela acção eólica,

e que tipicamente se estende para o lado de terra por

centenas de metros e se estende, do lado do mar, até à

batimétrica dos 30 m (englobando a profundidade de

fecho);

Linha de costa – fronteira entre a terra e o mar;

materializada pela intercepção do nível médio do mar

com a zona terrestre.

Fazem parte das zonas costeiras os seguintes locais:

    • praias;
    • dunas litorais, primárias e secundárias;
    • arribas ou falésias e faixas de protecção;
    • faixa de protecção da zona litoral (quando não existem dunas, nem arribas) ;
    • faixa limitada pela linha da máxima preia-mar de águas vivas equinociais e a batimérica dos 30m;
    • estuários, lagunas, lagoas costeiras e zonas húmidas, englobando uma faixa de protecção;
    • ilhas, ilhéus e rochedos emersos do mar;
    • sapais ;
    • restingas ;
    • tombolos .

terça-feira, 3 de novembro de 2009


A poluição de Mares e Oceanos

Mais de 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água e a grande maioria corresponde a águas marinhas. Por isso os nossos mares e oceanos são um importante recurso vital. Infelizmente, a poluição marinha afecta hoje todo o mundo e, embora o oceano seja um meio de grandes dimensões chegará um dia em que perderá a sua capacidade de auto depuração.
Todos os materiais que lançamos nos ecossistemas terrestres mais cedo ou mais tarde vão parar ao mar através dos rios. Se observarmos o litoral marinho depois de uma tempestade veremos as suas águas castanhas cheias de plásticos, madeiras e todo o tipo de materiais flutuantes, isto deve-se á grande quantidade de terra e de sedimentos arrastados.
Um dos tipos de poluição marinha é a poluição invisível, por outras palavras, poluição doméstica e agrícola, grande parte chega pelos rios outra parte (metais pesados e produtos tóxicos) é mesmo deitada directamente no oceano pelas indústrias situadas na linha de costa. Esta poluição dilui-se na água e dá sensação que desaparece mas no fundo estão a acumular-se irremediavelmente nos Seres Vivos.
O tráfego petroleiro constitui uma das ameaças mais graves para o ecossistema marinho. São navios de grandes dimensões que transportam milhares de toneladas de crude. Quando um deles se afunda ocorre uma grande catástrofe ecológica. O crude que flutua á superfície da água chega até as costas impregnando as praias e rochas manchando-as de uma cor negra. Os organismos morrem envenenados quando o petróleo destrói a sua camada isoladora.
O turismo apesar de não ser considerado poluição é responsável pela deterioração dos ecossistemas marinhos de todo o mundo. A construção de prédios e urbanizações fez desaparecer grande quantidade de espécies dos locais onde anteriormente procriavam ou procuravam alimento.
Os testes nucleares são também considerados poluição marítima pois alguns países fazem-nos no interior de ilhas de corais. Estes testes são muito prejudiciais á fauna e flora dessas ilhas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Animais em vias de extinção

A extinção é um processo natural. Conforme se vá extinguido, as espécies são substituídas por outras, mais adaptadas a um determinado ambiente. Mais cedo ou mais tarde, todas as espécies se extinguem. Até os humanos poderão extinguir-se.
As plantas e os animais estão a evoluir para novas espécies. No prosseguimento deste processo, algumas espécies extinguem-se. Há milhões de anos, a Terra era habitada por espécies muito diferentes.
Dessas espécies, os mais famosos eram os dinossauros. Andavam pela Terra dezenas de milhões de anos, mas, eventualmente, extinguiram-se e foram substituídos por espécies diferentes, incluindo aves e mamíferos. No passado, havia tempos para as espécies evoluírem, ao mesmo tempo que outras se extinguiam. Contudo, durante os últimos 5.000 anos os humanos tornaram-se cada vez mais destrutivos. Perseguiram algumas espécies até à extinção e, presentemente, estão a destruir habitats.
Devido à densidade e crescimento rápido da população humana, muitas espécies de grandes mamíferos estão a ser ameaçadas, como:
1. Os elefantes,
2. Os leões,
3. Os rinocerontes
4. Os tigres.
5. A quaga (uma espécie de zebra),
6. A palanca azul,
7. O tarpan (cavalo selvagem do Tártaro),
8. A gazela ruiva
9. A preguiça-gigante

Estes são apenas alguns dos animais que foram exterminadas pelos humanos.
Os traficantes de animais procuram macacos raros, papagaios, peixes e outras espécies de vida selvagem para os venderem a jardins zoológicos e coleccionadores privados. Outra ameaça para a vida selvagem provém dos caçadores ilegais que, com armadilhas, capturam caimões e cobras, para lhes extinguirem a pele.


A Amazónia contém mais de 8.000 milhões de quilómetros quadrados de floresta tropical. A madeira vale um trilião de dólares americanos. Inclui, pelo menos 50000 espécies de plantas e 20% do número das aves conhecidas.
Cerca de um terço floresta amazónica desapareceu.

Em tempos, o panda-gigante estava muito mais espalhado, mas o seu número está a declinar devido à sua dieta especializada. Alimenta-se quase exclusivamente de folhas de bambu. Este animal, tão conhecido, é o símbolo do Fundo Mundial Para A Vida Selvagem



Lei dos 3R's

Reciclar
Quando não é possível aproveitar grande parte do valor do produto podemos tentar a terceira alternativa, ou seja aproveitar a matéria-prima que o constitui, em alguns casos para fabricar produtos idênticos, por exemplo:
1. No caso do uso de sucatas de aço para produzir perfis e chapas com características similares ao do produto original.
2. o vidro é lavado em fábricas especiais, partido em pedaços e, então, derretido para fazer vidro “novo”, pronto para a fabricação de alguma outra coisa.

Dada a grande perda de trabalho e tecnologia incorporada na maioria dos produtos quando passamos da segunda para a terceira opção, importa aqui questionar-nos se os esforços necessários à implementação das duas primeiras hipóteses estão ser encarados de forma igual à actualmente dedicada à reciclagem.
Em relação à sigla dos 3Rs, só para o terceiro R existem políticas concretas, planos e incentivos. Para a implementação do princípio da redução e para o da reutilização pouco mais se tem feito do que uma vaga campanha moral, com efeitos muito reduzidos.
Sugerem-se assim medidas concretas para que a redução de resíduos deixe de ser uma atitude meramente verbalizada mas sem consequências práticas.
Quando encontramos num pacote de plástico de iogurte o símbolo com as setas apontando para um percurso circular, sugerindo um regresso ao princípio, imaginamos que os materiais que constituem a embalagem podem ser reaproveitados para fazer uma nova embalagem, idêntica à anterior.



Contudo, para isso seria necessário em primeiro lugar que o consumidor colocasse essa embalagem num recipiente de recolha reservado aos plásticos; em segundo lugar seria necessário que a empresa de reciclagem separasse este tipo de embalagem de outras, por exemplo das garrafas de refrigerantes: existem cinco tipos principais de termoplásticos que têm de ser separados para permitir uma reciclagem em boas condições técnicas. Em terceiro lugar seria necessário remover toda a sujidade.
Apesar destes cuidados, o polímero processado não serviria para fazer uma embalagem idêntica, mas sim para produzir um objecto com menores exigências, por exemplo um vaso ou um cabide. O facto do plástico reciclado não servir para fazer uma nova embalagem idêntica à anterior, significa que novas matéria-prima obtidas a partir do petróleo, ou seja polímero novo, vão ser gastas para alimentar esta indústria de produção crescente.

Reutilizar

É necessário verificar se não é possível encontrar uma nova serventia para esse produto, em que grande parte das suas propriedades ainda possam ser rentabilizadas, por exemplo:
1. Um pneu que seja recauchutado; grande parte dos materiais usados para o seu fabrico e toda a tecnologia vão ser aproveitados, apenas se acrescentando a borracha gasta durante o seu primeiro ciclo de vida;
2. Amassar as latas de alumínio vazias e usá-las como chapa de metal.
3. Móveis com sobras de madeira
4. Usar vidros bem lavados para guardar alimentos e materiais de carpintaria e de escritório.

Reduzir

Verificar se não será possível evitar a produção do resíduo, por exemplo utilizando produtos fabricados de forma diferente, ou prolongando o tempo de vida útil do produto.
Pense cuidadosamente sobre que tipos de materiais são usados nas coisas que compramos. Uma vez que se tornam lixo, eles podem levar muito tempo para se decomporem.

Quanto tempo leva para o lixo se decompor?
• Jornal: algumas semanas
• Sapatos de couro: até 50 anos
• Caixas de papelão: vários meses
• Plástico fino: até 5 anos
• Folhas de bananeira: algumas semanas
• Pneus: desconhecido
• Sacolas de plástico: 10 a 20 anos ou até centenas de anos, dependendo do tipo de plástico
• Metais: até 50 anos
• Latas de alumínio: até 80 anos
• Garrafas de plástico: centenas de anos
• Cacos de vidro: milhares de anos